O Banco Central (BC) divulgou novos dados nesta terça-feira (11), informando que ainda há R$ 5,12 bilhões em “recursos esquecidos” por clientes em instituições financeiras, considerando o balanço contabilizado até junho deste ano.
Banco Central atualiza balanço e aponta R$ 5,12 bilhões em recursos esquecidos. (Imagem: Créditis)
A distribuição do montante é composta por:
Pessoas Físicas: R$ 3,77 bilhões pertencentes a 22,66 milhões de pessoas;
Empresas: R$ 1,36 bilhão pertencente a 2,1 milhões de empresas.
Evolução do montante e uso no Desenrola 2.0
O volume total de recursos esquecidos apresentou queda expressiva ao longo do ano:
Março: R$ 10,6 bilhões;
Maio: R$ 6,2 bilhões;
Junho: R$ 5,12 bilhões.
Essa redução ocorreu após o governo anunciar, no início de maio, o uso de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões desses valores não retirados para oferecer descontos no Desenrola 2.0 (programa de renegociação de dívidas).
No fim de maio, cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para servir de garantia contra eventuais calotes no sistema financeiro. Na ocasião, o governo informou que 10% do saldo transferido ficaria segregado para atender a possíveis solicitações de resgate dos correntistas.
Investigação do TCU e regras de gastos
Conforme veiculado pelo g1 em junho, o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga o uso desses recursos em programas federais por fora do orçamento público.
Por não passarem pelo orçamento da União, esses valores não entram no limite de despesas públicas, que restringe o crescimento dos gastos a 2,5% ao ano acima da inflação. Caso fossem contabilizados oficialmente, o governo precisaria bloquear um valor equivalente em despesas discricionárias durante um ano eleitoral.
Para cumprir os limites de despesas vigentes, o governo informou no mês passado que já bloqueou R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios neste ano, gerando impactos em áreas como fiscalização, investimentos em tecnologia e agências reguladoras.
Procedimentos para consulta e resgate
A consulta e as orientações para devolução de valores (para pessoas físicas, jurídicas e falecidos) devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial.
Chave Pix: A liberação dos valores pelo sistema do BC ocorre mediante o fornecimento de uma chave Pix.
Sem Chave Pix: O cidadão deve cadastrar uma chave para concluir o pedido ou entrar em contato diretamente com a instituição financeira para acertar a forma de recebimento.
Pessoas Falecidas: O acesso exige ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, além do preenchimento de um termo de responsabilidade.
Etapa Final: Após a consulta no sistema, é necessário contatar a instituição onde o saldo está depositado para verificar os trâmites.